O Ministério Público (MP) ofereceu denúncia à Justiça de Taboão da
Serra, no dia 01 de julho, contra o casal C.C.S. e V.S.O. acusado pela
morte da filha, E.C.S., de apenas 1 mês e 11 dias de vida. O MP atesta
que o bebê morreu em decorrência de tortura praticada pela própria mãe.
De acordo com a denúncia, oferecida pela Promotora de Justiça
Maria Gabriela Prado Manssur, C.C.S. torturou e matou sua própria filha
por não querer assumir os cuidados como mãe e por não suportar o choro e
as necessidades do bebê.
A menina nasceu dia 9 de maio e permaneceu no hospital, sob
cuidados médicos, até os 20 dias de vida, quando recebeu alta. Desde
então, segundo a denúncia, não recebeu os cuidados da mãe, que
demonstrava impaciência com o bebê e lhe aplicava castigos sempre que a
menina chorava.
A mãe passou a torturar a criança recém-nascida, torcendo-lhe os
braços, causando-lhe fraturas, beliscando e arranhando o corpo e o rosto
do bebê, além de morder os dedos de seus pés e mãos, além de soltar o
bebê na banheira cheia, tentando afogá-la, e de atirá-la no berço. Até
que, no dia 19 de junho, C.C.S. retirou a menina do berço, levantou-a e
arremessou-a ao solo, fazendo com que ela batesse a cabeça e fraturasse o
crânio.
O bebê foi socorrido à AMA Paulo VI e logo transferida para o
Pronto Atendimento Infantil do Hospital Universitário de São Paulo, onde
morreu no dia 27, depois de ficar dias em estado de coma, respirando
com a ajuda de aparelhos.

C.C.S. foi denunciada por tortura e homicídio triplamente
qualificado (por motivo torpe, meio cruel e recurso que dificultou a
defesa da vítima). O marido dela, V.S.O. foi denunciado pelos mesmos
crimes porque o Ministério Público entendeu que ele concorreu para a
tortura e morte do bebê uma vez que, como pai, tinha consciência dos
fatos e se omitiu.
O casal teve a prisão preventiva decretada no dia 27 de junho, a pedido do MP, e está preso.
Fonte: Jornal Na Net
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