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quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

RH: gestão contemporânea e os reflexos da qualificação no longo prazo



Ao analisar os desdobramentos da gestão de Recursos Humanos nas empresas produtivas e de serviços, nota-se considerável a preocupação das pessoas que integram o contexto com questões muito significativas como, por exemplo: qualidade total, controle austero de custos, proscrição de desperdícios, ampliação da comunicação interna, atenção com a concorrência para manter clientes e até mesmo ampliar a participação no mercado de atuação.
Contudo, o investimento na capacitação do capital intelectual, os colaboradores, ainda carece de mais atenção. Os programas de benefícios apresentados pela gestão de RH, ainda privilegia práticas comuns: cesta básica por assiduidade e pontualidade, seguro de vida em grupo, assistência médico-odontológica, participação nos resultados etc.
Todo este agregado de vantagens é válido para estimular o quadro funcional e proporcionar certo nível de segurança aos dependentes. Todavia, vê-se que as empresas triunfadoras, além destes importantes benefícios em voga, usam outra ferramenta capaz de gerar resultados otimizadores no longo prazo: a capacitação dos colaboradores por meio de programas e convênios para o desenvolvimento intelectual, isto é, a ampliação dos conhecimentos técnico-científicos daqueles que efetivamente geram a produtividade e conduzem as organizações contemporâneas ao sucesso.
A importância da qualificação profissional e cultural e os novos desafios para atender o exigente mercado consumidor
As últimas três décadas foram marcadas por significativas mudanças na postura da administração de RH que passou de gerência imperativa, em muitos casos, com baixo nível de comunicação, para processos de Gestão de Pessoas com liderança natural e elevado nível de comunicação interna e externa aos seus domínios.
As adequações ocorridas a partir de meados da década de 1990, devido aos efeitos da globalização, contêm expressivas mudanças nas atividades técnicas do trabalho, além do surgimento de novos modelos gerencias combinados com o despertar para a relevância do treinamento profissional e ainda para a educação dos trabalhadores. As evidências indicam que o investimento na qualificação eleva a qualidade de vida, contribui para haver condições mais seguras no ambiente de trabalho, gera satisfação pessoal e status social que resultam em ganhos de produtividade às empresas.
No tempo em que vivemos as empresas que optam por investir na qualificação de longo prazo dos funcionários, através de ferramentas adequadas obtém melhores resultados no desempenho funcional, pois haverá aproveitamento natural dos potenciais das pessoas. Ademais, a finalidade da capacitação de longo prazo, visa o contínuo aperfeiçoamento e uso correto do potencial humano, incluindo habilidades e aptidões.
Viu-se que as alterações ocorridas no setor produtivo industrial, por exemplo, põem em alerta a necessidade de haver mão de obra mais qualificada, vis-à-vis as crescentes exigências por novas habilidades dos trabalhadores.
As novas metodologias de gestão empresarial contemporânea configuram-se como fronteira do passado recente que começou a perder espaço há cerca de meio século, onde até então, preconizava-se a doutrina de Henry Ford - fordismo (produção em massa para demanda em massa) e a doutrina de Frederick Winslow Taylor - taylorismo (especialização individual do trabalho). Estas configurações imperavam com relativo sucesso, em especial, nos países desenvolvidos.
Atualmente, vivemos à mercê de novos métodos de gestão de Recursos Humanos criados a partir das transformações sociais e de comportamento dos consumidores que têm reflexos na economia global. Neste sentido, os níveis hierárquicos tornaram-se enxutos, a educação continuada e a educação profissional passaram a ter pesos importantes nas novas contratações, em especial, nas empresas triunfadoras. Ainda, a realidade das terceirizações após a globalização dos mercados, bem como a propensão de haver mais flexibilidade das empresas para se adequarem às novas demandas, são claros sinais de novos paradigmas ante ao ortodoxo predomínio ocorrido no passado recente, onde os sistemas de trabalho estavam balizados nas teorias Henry Ford e Frederick Taylor.
Por outro lado, os trabalhadores das novas gerações precisam estar conscientes das atuais exigências, das habilidades e das qualificações necessárias, situação antagônica de poucas décadas atrás, antes da globalização, onde prevaleciam os conhecimentos parciais e as habilidades pontuais. Portanto, vê-se que de um lado as empresas despertam para o valor do investimento na capacitação de seus talentos emergentes, de outro os trabalhadores estão percebendo que a demanda por profissionais valoriza, além das competências, o dinamismo, a criatividade, e a flexibilidade, entre outros atributos, com vistas ao atendimento das necessidades do mercado consumidor, cada vez mais exigente.
De forma genérica, os princípios atuais da gestão de Recursos Humanos preconizam o trabalho em equipe com qualificações individuais, capazes de gerar níveis de satisfação polarizada entre trabalhadores e empresários.
Vale lembrar que as grandes mudanças nos desdobramentos das atividades produtivas e de serviços também, devem-se, em parte, às inovações tecnológicas e às novas exigências dos consumidores que agora podem escolher entre tantas ofertas disponíveis, o que antes da globalização e das privatizações no Brasil não era possível observar.
Com base em observações da realidade, vê-se que os efeitos advindos da elevação cultural e qualificação profissional refletem-se na qualidade do labor e na qualidade de vida dos trabalhadores. Neste sentido, no quadro abaixo relacionamos algumas das qualidades que poderão surgir, entre outras igualmente importantes.
Efeitos na atividade profissional e na vida pessoal

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